| Saindo de Férias - O que fazer com seu animal de estimação |
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Por Bruno Laganá As férias estão chegando e você não vê a hora de poder jogar tudo para o alto, dar aquela parada na rotina extenuante e se mandar para um resort no Nordeste ou uma viagem para o exterior, certo? Então é bom começar a pensar em todos os preparativos, passagens, hospedagem, que tipos de passeios serão feitos, que atrações pretende visitar. Mas existe um membro da família que pode ficar perdido em meio a tudo isso e acabar sendo deixado de lado: nosso animalzinho de estimação. Onde deixá-lo? Com quem? Ou será que a melhor opção é levá-lo junto para curtir a farra? Preparativos Uma viagem de férias deve ser programada com certa antecedência, e não pode ser diferente com as providências em relação a nossos animais. O primeiro passo é decidir se seu companheiro vai viajar com a família ou se vai ficar, seja com um parente ou em um hotel. Se ele não for acompanhar a família, deve-se procurar, urgentemente, um lugar decente, onde ele será bem tratado e não simplesmente deixado de lado. Se, ao contrário, resolverem levá-lo junto, são muitos os preparativos para tornar a viagem o mais agradável possível. VIAJANDO COM O SEU ANIMALZINHO Ao resolver que vai viajar com seu animal de estimação, o primeiro passo diz respeito aos preparativos de toda a família. Se você vai para um lugar onde ficará hospedado em casa de parentes ou amigos, ou até se alugou uma casa de veraneio, deve se certificar de que o local é adequado para o seu bichinho ficar. O apartamento daquela sua tia que mora sozinha pode não ser o local ideal para levar um conhecido destruidor de sofás, como um cão da raça labrador. Mesmo um gato, em um ambiente como esse, pode se estressar se não puder afiar as unhas no pé do sofá que foi herança do vovô, por exemplo. Então, para não ter surpresas desagradáveis, é fundamental se certificar de que a casa alugada ou do parente em que se vai passar as férias é adequada para a permanência do seu animal. E se, para você, o sinônimo de férias é realmente abusar do serviço de quarto e você resolver ficar em um hotel? Já verificou se o hotel almejado aceita animais de estimação? Isso é importantíssimo, já que nenhum hotel é obrigado a hospedar bichinhos, e tentar contrabandear o seu amiguinho para dentro do quarto pode dar muita dor de cabeça, além de ser ilegal. Você pode encontrar na internet sites com listas de hotéis que aceitam animais de estimação e que dão também opções de lazer também para o seu pet. Ainda assim, é sempre bom entrar em contato com o hotel antes de fazer sua reserva. Uma dica boa é pedir aos hotéis consultados que lhe mandem as suas regras para aceitação de animais por e-mail ou fax, para que possa avaliar quais são mais flexíveis e entender o que vai ser possível fazer com seu amiguinho. Para viagens nacionais, é necessário comprovante de vacinação anti-rábica assinado por um médico veterinário registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária do local de origem do animal. A vacina é obrigatória para animais (cães e gatos) a partir de três meses e deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e menos de um ano. Também é importante pegar com o médico veterinário um certificado de saúde do cão ou gato. Nesse documento, devem constar raça, nome, idade, origem, pedigree (se houver), estado de saúde geral e todos os principais dados do proprietário. Se o veterinário não souber todos os termos que devem constar do certificado, é importante entrar em contato com o Vigiagro – Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional do Ministério da Agricultura. Há um em todos os aeroportos do país. É importante verificar a validade desse documento e se há necessidade de retirar outro documento para o retorno. Desde 2006, cães e gatos são dispensados da famosa Guia de Trânsito Animal (GTA). Os demais animais, porém, continuam precisando cumprir com esta exigência do Ministério da Agricultura. Para retirar a GTA o proprietário deve se informar na Superintendência Federal de Agricultura de sua cidade. Para saber onde encontrar a superintendência mais próxima, entre em contato com a central de relacionamento do ministério, no telefone 0800-704-1995, diariamente, das 8 às 20 horas. Se você possui um animal silvestre, vai precisar ainda da autorização do Ibama, que depende de cada espécie de animal. Para mais informações, entre em contato com o órgão no telefone 0800-61-8080. Se você vai viajar de avião, precisa ainda ver quais são as regras para transporte de animais da companhia aérea que escolher. Algumas companhias podem ter restrições quanto à idade ou porte do animal, por exemplo. Você deve entrar em contato com a companhia escolhida para se certificar quanto às regras e eventuais tarifas Também podem haver regras quanto à caixa de transporte. Em geral, é recomendado que ela seja de fibra ou plástico rígido e tenha tamanho proporcional ao do seu bichinho, permitindo que ele possa ficar apoiado nas quatro patas sem aperto e ainda se movimentar dentro dela. Os fechos devem ser resistentes e ter um dispositivo que não permita uma abertura acidental ou provocada por agentes externos ou pelo próprio animal. O piso interno deve ser de um material que absorva urina e fezes, para que não vazem durante a viagem e mantenham o ambiente mais higiênico. Se a viagem for internacional, mais um documento é necessário: o Certificado Zoo Sanitário Internacional (CZI), válido por 10 dias a partir da data de emissão, que pode ser retirado na Vigiagro. Além disso, é necessário o exame de anticorpos contra a raiva – consulte seu veterinário para recolher a amostra e enviá-la para o laboratório. É importante também, ao embarcar, falar com a equipe de bordo que há carga viva no porão do avião, pois assim pode-se ter mais segurança de que não vão se esquecer de fazer a pressurização da área de contenção, para que o animal não sinta demais os efeitos da viagem. Já para viagens de carro ou ônibus, é preciso um cuidado a mais. É necessário sedar o animal 30 minutos antes da viagem, já que eles tendem a ficar muito estressados dentro de veículos automotores. O animal não fica desacordado, apenas mais calmo e, geralmente, sonolento. O sedativo é aplicado pelo próprio dono, antes da viagem, e deve ser prescrito pelo médico veterinário. Nos ônibus, os animais devem ocupar o chão na frente de um dos assentos do carro, dentro da caixa apropriada para o transporte. A passagem normalmente custa a metade do preço de uma passagem normal. Informe-se sobre a possibilidade na rodoviária de sua cidade ou diretamente com a companhia, no momento da compra da passagem. Ufa, quanto trabalho! Mas se você não quer se preocupar com todas essas questões, hoje já existem agências de viagem especializadas em ajudar os donos a aproveitar as viagens com o seu animalzinho. Elas oferecem todo tipo de ajuda, desde a hospedagem até os trâmites legais. “Oferecemos também o trabalho de nosso veterinário para dar todo o suporte necessário para uma viagem sem problemas”, explica Igleide Almeida, empresária do setor. VIAJANDO SEM O SEU ANIMALZINHO Se você acha que vai dar muito trabalho viajar com seu animal de estimação, considera que a viagem seja muito sacrificante para ele, ou até mesmo planeja ir para um local onde os animais não são aceitos com facilidade, a melhor opção é a hospedagem pet. A hospedagem pet funciona no esquema de diárias, assim como na hospedagem humana. Quando você tem o interesse de hospedar o seu animalzinho, deve, antes de tudo, pesquisar o lugar onde irá deixá-lo. Isso porque vários lugares podem oferecer hospedagem inadequada para o seu tipo de animal. Não dá para hospedar um animal silvestre no mesmo ambiente que um cachorro e colocar cães e gatos juntos pode ser motivo de briga. Então vale a pena gastar um pouco de tempo procurando um local que possa receber da melhor maneira possível o seu tipo de animal, para não se frustrar depois. É fundamental conhecer previamente o local onde pretende hospedar o seu animalzinho. Visitar o espaço, conhecer a rotina do hotel, os tratadores e saber se há espaço para o animal se exercitar são questões fundamentais para se certificar de que o seu bichinho vai se sentir bem quando for deixado lá. Alguns hotéis oferecem serviço de recreação e até mesmo spa para animais acima do peso. Se o hotel não permitir a visitação, desconfie: pode não ser um bom local para deixar o seu animal. Um ponto a se observar ao visitar um hotel para animais é o asseio do espaço. Se há limpeza constante e funcionários cuidando da lavagem dos locais onde os animais dormem, é uma primeira garantia de bom tratamento. Existem relatos de empresas que oferecem hospedagem e, na verdade, acabam juntando os animais em qualquer lugar, sem as menores condições de higiene ou manutenção. Outra questão fundamental na hospedagem é saber se o espaço é seguro e se há possibilidade de que seu animal tente uma ousada fuga. “É bom observar se o hotel tem uma boa estrutura de segurança ou se será fácil para o cão, que sente muita falta de seus donos, escapar”, explica Délio Ferreira Mendes, criador e dono de um hotel para cães. Uma boa dica é conversar, durante a visita, com o dono do estabelecimento, para saber se não é mais um aventureiro que está na área de criação animal por ser um ramo rentável e em ascensão. “Saber se o seu cachorro será tratado com carinho, por pessoas que gostam desse trabalho é muito importante”, afirma Délio. Para serem hospedados, é necessário seguir algumas regras. No caso dos cães, é impreterível que vacinação e vermifugação estejam em dia. Outra exigência é o uso de uma coleira anti-pulga. Isso tudo é necessário para que o contato com o ambiente e outros animais seja tranqüilo e não ocorra transmissão de doenças ou parasitas. Alguns hotéis apostam nos diferenciais para conquistar seus clientes. Com a hospedagem monitorada por câmeras, por exemplo, é possível que o dono observe seu animalzinho à distância e fique tranqüilo quanto à qualidade de sua estada. “A maioria dos donos reclama que hospedam seus animais em hotéis e, quando vão buscá-los, os animais estão deprimidos ou maltratados. Com o monitoramento de câmeras ao vivo pela internet, acabamos com isso”, conta Adriano dos Anjos, dono de um hotel que conta com o sistema. Há locais de hospedagem que se preocupam até mesmo em pedir para que o dono leve objetos do próprio animal, como uma almofada ou seu brinquedo predileto, para que a ambientação seja criada mais rapidamente e o bichinho se sinta em casa. Se mesmo assim você ainda não se convenceu sobre os benefícios da hospedagem e pretende deixar o seu amiguinho com aquela tia solteirona, é bom pensar duas vezes. Em um bom hotel, há profissionais com conhecimento clínico e psicológico sobre os animais e que saberão cuidar dele da maneira correta no momento em que a natural queda de imunidade acontecer. Seja levando seu bichinho com você ou deixando-o hospedado com todo o conforto a que tem direito, o importante é utilizar a melhor opção para o seu estilo de vida e curtir as férias – as suas e as do seu animalzinho. GUIA PRÁTICO DE VIAGEM PARA PROPRIETÁRIOS DE GATOS (Por Christine Souza Martins) Se pudessem escolher, os gatos certamente prefeririam ficar na segurança e conforto de suas casas e buscar aventuras apenas no jardim da vizinha ou no parapeito da janela. Mas você e sua família merecem férias! Temos então que tomar uma decisão importante. Quais são as opções para nosso amigo felino durante as férias da família? A primeira opção é levá-lo junto com você. Caso a viagem seja de carro, isso é mais fácil, mas várias recomendações devem ser seguidas. Para começar, o gato deve viajar apenas dentro de sua caixa de transporte, pois por mais tranqüilo que ele seja, os gatos tendem a se desesperar um pouco com o confinamento e o barulho de um carro em movimento. Um gato apavorado dentro de um carro em alta velocidade representa um grande risco de acidente. A caixa deve ser espaçosa o suficiente para que ele seja capaz de se virar dentro dela e dormir confortável durante toda a jornada. Se a viagem for longa e você planeja fazer paradas para abastecimentos pessoais e do carro, aproveite esse tempo para oferecer água e comida para o gato, podendo tirá-lo da caixa quando o carro estiver parado, mas ainda fechado. Os gatos mais “descolados” e experientes vão apreciar também que uma caixinha de areia (isto é, banheiro) seja disponibilizada de tempos em tempos e não farão nenhuma “bagunça” dentro da caixa de transporte. Para os mais estressados, será necessário manter toalhas no fundo da caixa e trocá-las quando estiverem sujas. Certifique-se que o lugar para onde você vai tem acomodações para seu gato e sempre pergunte para seus parentes antes se não tem problema levar o gato para ficar hospedado junto com sua família. Se for ficar em hotéis, ligue antes para saber se é permitida a presença de gatos. Alguns gatos passam mal durante viagens, vomitando ou ficando muito enjoados ou muito agitados. Caso esse seja o caso, peça ao seu veterinário que recomende um medicamento para esses problemas. Nunca medique seu gato por conta própria. Caso seja inviável levar o gato com você, providencie que ele seja bem cuidado. Uma opção é deixá-lo em casa e pedir alguém de sua confiança para ir diariamente vê-lo, alimentá-lo e amenizar um pouco a sua solidão. Certifique-se que escolheu a pessoa certa, que não tem medo do gato, que seja capaz de identificar alterações em seu estado físico e emocional e que tenha a possibilidade de levá-lo ao veterinário numa eventualidade de doença. Outra opção é deixá-lo hospedado na casa de alguém ou num hotel para animais. Visite o lugar antes, peça para ver onde ele vai ficar, se é seguro, se é limpo, se vai ficar com outros animais, como serão os cuidados. Lembre-se: só porque você entrou de férias não quer dizer que seu gato deve ser condenado à solitária. Todo amor é acompanhado de responsabilidades...
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