| Psitacídeos |
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Cheias de cores, de tamanhos variados e de personalidades singulares, as aves fazem parte da lista dos animais mais apreciados e desejados por seus muitos admiradores. Com uma forma própria de se comunicar, utilizam-se de cantos e plumagens, além de comportamentos, para se unirem umas às outras ou provocar a desconfiança de possíveis invasores. Dentre os grupos mais conhecidos, encontra-se a família Psittacidae, na qual existem cerca de 330 espécies, sendo as mais conhecidas as araras, jandaias, maritacas, periquitos e o tão popular papagaio ou louro. São reconhecidas por seu bico torto, pés zigodáctilos – ou seja, com dois dedos para frente e dois para trás – e por geralmente apresentarem comportamento monogâmico (permanecem com um único parceiro por toda vida). Essa característica é observada tanto em cativeiro quanto na natureza, onde também podem conviver em grupos com indivíduos da mesma espécie. É importante salientar que, apesar das várias semelhanças entre elas, cada espécie tem uma exigência nutricional, o que requer uma observação cuidadosa no que se refere ao tipo de alimento fornecido. Normalmente encontramos como oferta de alimento misturas de sementes ou, em alguns casos, apenas um tipo (como exemplo, a semente de girassol). Isso acarretará distúrbios nutricionais, já que aves comedoras de sementes selecionarão apenas as mais palatáveis, deixando nutrientes essenciais para sua dieta nas sementes desprezadas. Atualmente, já existem no mercado rações específicas para cada tipo de psitacídeo, levando-se em consideração principalmente a necessidade de cada espécie. De origem social e longevidade prolongada, os psitacídeos, quando criados com afeto e atenção desde recém-nascidos, tornam-se companheiros fiéis e inseparáveis por toda vida de seus donos. A expectativa de vida desse grupo varia conforme o porte da ave e o ambiente onde é mantida: papagaios e araras são os mais longevos, enquanto periquitos, devido ao seu alto metabolismo, vivem menos. Em vida livre, um papagaio vive em média 40 anos; já em cativeiro, aliado a uma dieta balanceada, ao avanço da medicina veterinária e sem o risco de predadores, pode atingir seus 70 anos, dado relevante quando se questiona a qualidade vida das aves em cativeiro. Muitos psitacídeos apresentam capacidade de fala. Essa habilidade varia em função da espécie, do indivíduo, dos estímulos recebidos quando jovens e de sua interação com seu proprietário. No entanto, o campeão da tagarelice é o papagaio-verdadeiro, também conhecido como papagaio-baiano (Amazona aestiva) – como espécie exótica (aquela que originalmente não pertence ao território brasileiro), há o papagaio-do-congo (Psittacus erithacus). Ambos são dotados de grande capacidade de observação, o que se traduz em comportamentos que fazem dos psitacídeos animais dos mais inteligentes. Infelizmente, apesar de serem tratados como bichinhos de estimação, vale lembrar que a maioria dessas aves são espécies silvestres, nativas da fauna brasileira – algumas até ameaçadas de extinção, como a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus). Por isso, não é possível tê-las em casa sem que sejam adquiridas de forma legal. Isso quer dizer que só podemos comprar em lojas de animais que tenham autorização para esse tipo de comércio ou de criadores licenciados. A ave deve possuir anilha fechada em um dos pés com o número do seu registro e nota fiscal contendo dados sobre sua origem, identificação de sua espécie e dados completos do proprietário. O Ibama é o órgão responsável por essa regulamentação e fiscalização. Devido ao trabalho de criadores idôneos, várias espécies têm conseguido êxito em sua reprodução, o que tem gerado a perpetuação das mesmas e sua aquisição mais acessível ao público. Além disso, essa oportunidade de compra legalizada proporciona uma situação real de não-incentivo ao mercado ilegal do tráfico de animais.
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