| Saúde do Filhote: Vacinação |
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Fernanda Firmino
M.V. Mestranda em Saúde Animal
Universidade de Brasília
Os filhotes são encantadores. Os olhos grandes, o andar desengonçado, a curiosidade e a carência nata. Tudo para seduzir qualquer pessoa desavisada que leva para casa uma criaturinha dessas.
Mas eles exigem cuidados básicos que preservam a sua saúde e a daqueles que os rodeiam, adultos e crianças. A higiene e os cuidados com a saúde fazem parte de uma gama de obrigações do dono, que, no final representam o que chamamos de “posse responsável”.
A ida ao veterinário para uma consulta “pediátrica” é uma das primeiras obrigações do proprietário. O filhote vai, então, ser avaliado e, se estiver com a saúde perfeita, poderá iniciar as vacinações obrigatórias, exatamente como ocorre com as crianças.
As vacinações devem ser iniciadas aos 45 dias de vida, para os cães, e 60 dias, para os gatos, que é exatamente a idade em que a proteção vinda do colostro da mãe está no fim e a imunidade dos filhotes é insuficiente para defendê-los das doenças.
Nos cães, para que a imunidade do filhote esteja completa, são necessárias 3 doses da vacina conhecida como múltipla, que protege o animal contra doenças graves dos filhotes. A vacina confere imunidade contra coronavirose, parvovirose e cinomose – causadoras de diarréias hemorrágicas) –, leptospirose – zoonose (doença transmitida de animais para o homem) que leva muitos animais a óbito –, adenovírus, parainfluenza e hepatite infecciosa. A vacina múltipla (ou óctupla) deve ser vendida e aplicada somente por veterinários. As doses da múltipla têm um espaço de 21 dias entre elas, sendo indispensável uma avaliação do veterinário antes da aplicação de cada uma, para comprovar a saúde do animal e garantir que ele responderá adequadamente à vacina.
Quando o animal chega aos 4 meses de vida, deve ser vacinado contra uma importante zoonose de controle nacional, a raiva. A anti-rábica deve ser aplicada com o mesmo rigor das vacinas múltiplas, ou seja, o filhote deve estar saudável.
Existem outras vacinas no mercado muito utilizadas nos consultórios e clínicas veterinárias, como a vacina contra traqueobronquite canina (“tosse dos canis”) e a vacina contra giárdia (protozoário intestinal causador de diarréias em cães). Cabe ao seu veterinário a indicação para aplicação. Nos gatos, a vacina compreende doenças exclusivas da espécie, como a panleucopenia felina, que leva à queda brusca da imunidade do filhote. Eles contam com mais de um tipo de vacina múltipla, aplicadas em apenas duas doses (aos 60 e 90 dias de idade), conhecidas como tríplice, quádrupla e quíntupla, e que protegem, respectivamente, contra três, quatro ou cinco doenças (veja quadro). Cabe ao veterinário indicar o tipo de vacina adequado ao seu animal. Mais tarde, aos 120 dias de idade, deve ser aplicada a anti-rábica.
As vacinas dos filhotes acabam por aí, mas devem ser reaplicadas anualmente, em dose única, para garantir a imunidade do animal por toda sua vida. Os animais são mesmo amáveis, desde os tropeços da infância até a velhice, e cabe a nós garantir seu bem-estar, sua saúde e a daqueles que os rodeiam. E a eles cabe alegrar as nossas vidas. Vacinas múltiplas para gatos Tríplice: imuniza contra calicivirose, rinotraqueíte e panleucopenia felina. Quádrupla: além das doenças previnidas pela tríplice, protege contra a clamidíase. Quíntupla: mais completa, acrescenta às anteriores a imunização contra a leucemia felina.
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