Conhecendo o Projeto Cão-Guia de Cegos PDF Imprimir E-mail

O Projeto Cão-Guia de Cegos é pioneiro e único no Brasil. Treina cães para ser guias de deficientes visuais, visando à integração do portador de necessidade especial à sociedade, facilitando sua locomoção, estimulando sua independência e elevando sua auto-estima. Quem dirige esse projeto é o Integra, uma organização não-governamental sem fins lucrativos.

Atualmente, o projeto possui plantel de 78 cães, entre cães-guia, cães em treinamento, reprodutores e filhotes em socialização. Já foram entregues 24 cães-guia nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

O canil do Projeto Cão-Guia de Cegos está localizado numa área de 7.000 m², próxima à estação do metrô, na Academia de Bombeiros Militar do DF, em local privilegiado e de fácil acesso aos deficientes visuais.

Os cães escolhidos para o treinamento são da raça Labrador Retriever, por serem animais fiéis, inteligentes e de natureza amigável.

Os filhotes nascidos no Centro de Treinamento são entregues, aos dois meses de idade, às famílias voluntárias que cuidarão deles até um ano de idade. A família deverá passar pelo maior número de experiências possíveis com o cãozinho, saindo para passear a pé, de carro, ônibus e metrô, em diferentes locais, tranqüilos e movimentados, tendo bastante contato com pessoas, entrando em lojas e restaurantes, participando de todos os acontecimentos. Saber comportar-se educadamente e tranqüilamente em todos os lugares por onde andar é fundamental no seu futuro convívio social. Com um ano de idade, o cão volta ao canil do Projeto para iniciar o treinamento especial para guia, que dura, em média, de 6 a 8 meses.

A Lei Federal nº 11.126 garante livre acesso de usuários, treinadores e famílias hospedeiras com seus respectivos cães-guia a locais públicos e privados de uso coletivo, transportes urbanos, rodoviários e aeroviários, shoppings etc. Os cãezinhos em socialização são identificados com um lenço azul com a logomarca da Integra e do Projeto Cão-Guia no pescoço; já os cães-guia estão equipados também com um “arreio”. Os cães-guia ou os cães em socialização são extremamente dóceis e estão desobrigados do uso de focinheira. Portanto, não é necessário desviar do seu caminho ou ter medo.

O Projeto conta com o apoio de instituições como o Hospital Veterinário da Universidade de Brasília, o Corpo de Bombeiros Militar do DF, a Polícia Militar do DF e empresas privadas em diferentes áreas de atuação.

Apesar das atuais parcerias, o Projeto Cão-Guia de Cegos ainda sofre carências e dificuldades financeiras. É possível ajudar fazendo doações para a conta Bradesco Agência 484-7 C/C 115809-0 ou com doações mensais a partir de R$ 10,00, através de boletos bancários. Informe- se pelos telefones (61) 3345-5585 ou (61) 3245-2290. Empresas podem ter a doação abatida do Imposto de Renda.

Perguntas freqüentes

Qual o trabalho do cão-guia?

A utilização do cão-guia como objetivo principal é proporcionar aos deficientes visuais um grau máximo de independência que tanto buscam e necessitam, proporcionando-lhes mais mobilidade, segurança e elevando sua auto-estima.

Posso falar ou tocar em um cão-guia?

Infelizmente, não. O cão-guia, durante o trabalho, está bastante concentrado, portanto, falar ou tocá-lo pode distrai-lo. Procure conversar ou ajudar o usuário somente quando for solicitado.

Quem poderá receber um cão-guia?

Todos os deficientes visuais interessados em utilizar um cão-guia e que preencham os pré-requisitos exigidos pelo Integra. Informações e inscrições pelo telefone (61) 3442-7908.

Que famílias podem ser hospedeiras de um filhote?

A primeira e mais importante avaliação na seleção de uma família-hospedeira é o ambiente em que o cão ficará. O espaço tem que ser apropriado para o desenvolvimento dele, com chão que lhe permita ter estabilidade em suas pisadas, ambiente seguro e bem cercado, garantindo que o cão não seja perdido da família. Além disso, uma família que tenha a disponibilidade para o próprio serviço é a mais adequada. O trabalho de estar com esse cão não é fácil e dedicar grande parte do tempo para ele é essencial. Há famílias que os levam para seus trabalhos, seus cursos acadêmicos, passeios diversos... Ficar em casa recebendo carinho deve ser somente parte de um todo, mas é de extrema importância que o cão possa conviver com o meio externo e social diversificado.

“É assegurado à pessoa portadora de deficiência visual usuária de cão-guia o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo, desde que observadas as condições impostas por esta Lei.

Art. 1o da Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005”


Cecília Azevedo Dias
M.V. do Projeto Cão-Guia de Cegos