Gatos que arranham locais indesejados. Por que eles fazem isso e como evitar. PDF Imprimir E-mail
Arranhar faz parte do comportamento dos gatos, um hábito herdado de seus ancestrais selvagens. Uma atitude que muitas vezes é mal interpretada como um problema e leva ao abandono ou até mesmo à eutanásia de muitos gatinhos.

O ato de arranhar demonstra o quanto seu gato está feliz e à vontade. Com isso, removem camadas de unha, gerando garras mais afiadas. Eles também se alongam durante essa atividade, desenvolvendo e exercitando a musculatura. Acredita-se que os felinos deixam sua marca nos locais que arranham, visualmente e por meio de glândulas que liberam um odor único para cada gato e torna-se sua marca registrada.

Mas calma! Existem formas de evitar, ou minimizar, este comportamento indesejado. A primeira solução seria adquirir um arranhador, que pode ser um simples pedaço de tronco ou madeira, longo o suficiente para que o gato se alongue por completo e firme para segurá-lo. Descubra qual tipo de superfície ele mais gosta: horizontal, vertical, inclinada, de madeira, tecido, corda ou tapete. Mas lembre- se que seu bichano pode não querer arranhar o objeto escolhido. Neste caso, mostre para ele o lugar mais apropriado para “afiar as unhas”, por meio de incentivos. Comece posicionando o arranha- dor preferencialmente próximo ao local onde ele dorme, pois os gatos tendem a se esticar e arranhar assim que acordam. Brinque com ele neste local e procure recompensá-lo com carinho ou petiscos a cada passo atingido (quando tocar ou arranhar o lugar correto). Manter as garras de seu felino sempre aparadas e lixadas também ajuda. Unhas de silicone podem funcionar em gatos mais tranqüilos ou acostumados desde filhotes.

A remoção cirúrgica das unhas não é recomendada, por ser uma prática mutiladora e dolorosa, condenada por profissionais a favor do bem-estar animal.

Fica clara, portanto, a importância de conhecer e respeitar o comportamento dos felinos, afinal, eles não escolheram ser domesticados e não sabem como se adequar às nossas exigências. Saber reconhecer o valor da companhia de um gato é estar disposto a aceitar sua natureza e, ao mesmo tempo, ter paciência e carinho ao demonstrar para ele o que é aceitável ou não. Muitas vezes somos nós que devemos ceder em prol do privilégio de conviver com uma das espécies mais belas que Deus já criou.


Larissa Campos
M.V. Residente em Clínica Médica
Hospital Veterinário da Universidade de Brasília